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Entrega do Prêmio Angelo Agostini

7 Feb

papagaioMuita preparação, ansiedade, um vestido meio apertado e muita alegria: dia da entrega do prêmio Angelo Agostini!

Tirando o fato de que graças a um carnaval adiantado (e sem aviso) que rolou aqui no bairro, lotando as ruas e quase me impedindo de comparecer a premiação, deu tudo certo!

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O que é um pontinho vermelho e azul no palanque? É a Petra fazendo discurso! =D

A cerimônia foi bem informal, então não pegou tão mal o fato de que quando subi ao palco, me enrolei inteira pra fazer os agradecimentos (estou acostumadíssima com palco, mas detesto falar de mim 8D) Pelo menos deu pra agradecer ao Mauricio, ao Marcelo (Cassaro, meu namorado e parceiro de trabalho) e aos leitores. E também dediquei o prêmio a quem eu queria: a todos que durante toda minha vida falaram que eu nunca ia conseguir trabalhar com quadrinhos 8D #beijossociedade (essa parte ao menos foi bem aplaudida xD)

Ainda foi muito legal poder rever e conhecer pessoas, como o Primaggio Mantovi (lenda do mercado editorial brasileiro) e o pessoal do zine Last RPG Fantasy (que também são amigos do meu querido Renato Aruta, ávido leitor de HQ e o mais hardcore fã de One Piece que conheço).

Depois da cerimônia, o melhor foi juntar todo mundo e ir pro Vila Távola, no Bexiga, e fazer uma comemoração regada a massa, animação e bobagens! 😉

Com certeza nada disso seria tão bom se eu não tivesse pessoas tão maravilhosas com quem compartilhar! ❤

Look para a premiação!

Look para a premiação!

Inpirada em Branca de Neve -- apenas mais rechonchuda

Look inpirada em Branca de Neve — apenas mais rechonchuda 8D

Com o troféu =D

Com o troféu =D

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Com a galera do zine Last RPG Fantasy

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Galera TDM:  Márcio e Lygea, eu e Marcelo (atrás);
Íris e Bruno na frente

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Com o cara, Emerson Abreu (tentando absorver o talento dele por osmose 8D)

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Turma da Mõnica power: Márcio, Lygea, Íris, Fernando, mari, eu (ah vá), Bruno e Emerson

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Todos os direitos das fotos acima reservados a Mari fofa, nossa fotógrafa oficial!

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Bolando Looks — Prêmio Angelo Agostini

24 Jan


560px-Spellbook Book of Spells evil queen mummy dust snow white and the seven dwarfs bookDia 2 de fevereiro vai rolar a entrega do 29º prêmio Angelo Agostini, que ganhei na categoria “melhor roteirista de 2012”. Será uma data muito especial pra mim, por isso gostaria de comparecer com um look bem bacana ^__^

A cerimônia não é chique, na verdade é tudo bem casual, mas ao mesmo tempo gostaria de usar algo especial. Sabe-se lá se terei alguma outra oportunidade de subir em um palco pra receber um prêmio pela minha carreira.

O que eu queria mesmo era fazer um visual Creepy Cute, até pra fazer referência ao meu mangá, “Assombrado”, que saiu justamente em 2012. Mas infelizmente ainda não chegaram nem os vestidos e e nem os acessórios que adquiri desse estilo, ainda =/ Então, tive que pensar em outra opção.

O meu GRANDE problema é que eu me visto de forma MUITO casual (um jeito mais bonito de falar “largada”). Tenho muita camiseta e calça jeans, mas tenho poucas roupas mais elegantes pra usar em ocasiões especiais ( uma das razões que me motivou a entrar no estilo Lolita).

Mas enquanto minhas roupas lolitas não vêm, topei com um vestido gracinha na loja Un Vestido Y Un Amor, e como já estava de olho nele faz tempo, resolvi “arrematar” pra usar na cerimônia. colsubsidio_04

Não sei porque, mas achei o vestido com uma vibe muito Branca de Neve. E como estou viciada em Once Upon a Time (tudo bem que minha princesa preferida é a Belle, não a Snow White, mas whatever…), achei que podia ser legal brincar e fazer um visual ligeiramente baseado nela, já que contos de fadas, livros e histórias em quadrinhos tão tudo ali, permeando a eterna Terra do Nunca que é nossa imaginação 😉

Fiz um esquema básico pra “visualizar” minhas opções e por enquanto, é isso que  tenho pra coordenar:

Oppa Snow White Style!

Oppa Snow White Style!


O vestido é bem retrô e romântico (alguns dirão “de velha” — danem-se vocês =p), assim como as opções de acessórios, que fazem referências a alguns detalhes da história de Branca, como o bracelete em forma de coração e o anel de maçã. Fiquei na dúvida se comprava um desses pendentes de maçã mordida, mas não sei se fica muito destoante do resto do estilo. De qualquer forma, tenho esse colar de maçã transparente da foto que posso usar também.

Minhas dúvias recaem sobre os outros detalhes. Pro cabelo, estou indecisa entre arranjos com temática floral ou essa tiara com peninhas. Ambos são acessórios bem retrô e tem a ver com Branca de Neve, que amava flores e passarinhos.

Bolsas — gostaria de usar a minha em formato de livro (cuja “capa” é de Alice, mas abafa XD) porque acho legal a relação Contos de Fadas/ histórias / roteiros. Mas não sei se o branco e dourado vão cair bem com o resto da roupa, que não tem esses detalhes. Tenho a opção da bolsa de coração (não é a da foto, mas é parecida) mas não sei se fica over, afinal já tem coração no bracelete.

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Branca de Neve Zumbi — eu aprovo!

(Me ocorreu que a palheta de cores da Branca de Neve da Disney também inclui amarelo, além do branco/azul/vermelho… coloquei uma bolsa amarela ali pra ver como ficava com o resto da roupa, mas acho que ficou esquisitão xD)

Os sapatos definitivamente serão melissas. Só não sei se uso minha Ashia vermelho chapada ou a Mary Jane Glitter (se bem que essa tá mais pra Dorothy… =p)

Enfim… aceito críticas e sugestões XD

Exagero fazer um look baseado em personagens de fantasia? Pode ser. Mas é assim que minha mente trabalha. Gosto sempre de estar cercada de referências às coisas que eu amo. Podem me chamar de nerd se quiser… tenho o maior orgulho de ser uma. 😉

(E que fique claro: apesar da inspiração ser Branca de Neve, a meu ver ela nem de longe supera a Rainha Má ;D)

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Snow White evil queen bring me her heart box walt disney7

Ganhei o 29º Prêmio Angelo Agostini!

14 Jan

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Esse post foi feito, na verdade, pro meu blog profissional, mas sinto pela repetição, não podia deixar de reproduzi-lo aqui!!)

Na última sexta-feira estava sossegadamente cortando o cabelo quando fui pega por uma notícia inusitada.

Uma mensagem enviada por Facebook me avisava que eu tinha ganhado o tradicional Prêmio Angelo Agostini em sua 29º Edição, pelos trabalhos publicados em 2012, na categoria “Melhor Roteirista”.

Fiquei olhando pro celular, pensando se acreditava. Não que esteja reclamando, mas… tá certo isso, produção?

Eu? Eu, ganhando prêmio? Meu nome só aparece na última página da TMJ, em letras minúsculas, e Assombrado só teve um capítulo até agora, lançado no fim do ano.

Eu nem SEQUER SABIA que estava concorrendo!

Resolvi entrar no site da premiação pra ter certeza, e lá estava:

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O troféu do prêmio, com meu nome logo abaixo =D

O Prêmio Angelo Agostini tem esse nome em homenagem ao 1º autor de histórias em quadrinhos do Brasil (Agostini fazia “As Aventuras de Nhô Quim”, que foi publicado pela primeira vez em 1869). Criado pela AQC – ESP (Associação dos Quadrinhistas e Caricaturistas do Estado de São Paulo), o troféu é dedicado a premiar os trabalhos 100% nacionais do ano anterior. É um dos mais importantes prêmios da área no Brasil, juntamente com o Troféu HQ Mix.

Escuto falar desse prêmio desde que me entendo por gente e me interesso por quadrinhos, mas nunca imaginei que um dia poderia GANHAR um. 

Logo começaram a aparecer os parabéns no Facebook enquanto eu ainda estava com um sorriso bobo na cara e tentando entender como uma coisa TÃO LEGAL me aconteceu assim, do nada!

O que mais me deixou espantada foi a seguinte observação do site:

angelo agostini post_A maior participação do público na história do prêmio… SEM uma lista de indicados. Ou seja, o votante podia escrever até o nome da mãe lá e mandar (claro que não ia valer, mas vocês entenderam). 8D

Eu não fiz campanha. Estava tão ocupada com os trabalhos que nem me lembrei de votar (infelizmente). E mesmo assim, houve um número de pessoas grande o suficiente pra se lembrar de mim espontaneamente e pôr meu nome naquela cédula.

Quão emocionante é isso?  Como manifestar a gratidão por cada uma dessas pessoas que se importou em pôr meu nome naquele espacinho virtual? ❤  Com certeza, muito mais do que as palavras podem dar conta. (Que ironia, meu trabalho ser escrever e ainda assim estar sem palavras!)

Só de ser quadrinhista num mercado tão pequeno e escasso pra material próprio aqui no Brasil, pra mim, sempre foi mais que um prêmio — um milagre. Muitos desenhistas acabam se dando bem desenhando pra fora do país, mas roteirista? É uma profissão fantasma, pouquíssimo reconhecida, sequer, e sem chances internacionais.

Sendo mulher, então…

É, eu sei que muita gente acha um saco esse papo feminista (sorry for you). Mas é fato que o meio dos quadrinhos é composto por uma maioria masculina, e embora tenha havido uma grande abertura para as mulheres após o boom do mangá, em geral essas garotas são talentosas desenhistas. O roteirista, esse espécime já estranho, tem poucos exemplares do sexo feminino. (De cabeça, me lembro da Montserrat do Studio Seasons, a Fran Briggs com quem trabalhei muito no meu início de carreira, Beth Kodama e Eddie Von Feu  — que não sei se ainda escrevem quadrinhos– , além da precocemente  falecida Rosana Munhoz, verdadeira lenda na MSP.)

O julgamento alheio é sempre duro quando você é minoria numa profissão.  Quantas vezes as pessoas falavam de trabalho com meu namorado (Marcelo, também roteirista), enquanto pra mim as perguntas eram sobre cosplay? Isso quando não atribuíam a ele histórias que escrevi. A velha ideia de que “mulheres que gostam de rosa, roupas e bonecas (como eu) são superficiais” me parecia estar implícita em muitas atitudes de pessoas com quem esbarrei — embora, claro, sempre tenha havido muitos caras e moças legais que nunca tiveram essa mentalidade estereotipada.

Mas a gente nunca deve achar que a realidade é tão ruim que não possa ser mudada.

Quando escrevi a edição nº 09, meu primeiro roteiro para a MSP, entre a indignação de um público que sentia sua infância “ultrajada” (e também encantamento de boa parte do público, apenas menos barulhento que os revoltados), não faltaram pseudo especialistas do mercado dizendo Turma da Mônica Jovem não passaria de três anos nas bancas.

E lá se vão nada menos que 5 anos produzindo material pra essa revista que está na edição 53… Anos em que a TMJ só se popularizou,  onde nada foi mais recompensador que ver os leitores empolgados com histórias que escrevi, e ver a ansiedade com que esperavam a próxima edição.

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Capa da primeira história que fiz pra TMJ, “O Príncipe Perfeito” (Edição nº 9)

Se essa ambição que carrego desde criança — trabalhar com quadrinhos — hoje em dia é uma realidade, com certeza se deve a duas pessoas: o próprio Mauricio de Sousa, mais que um chefe, um visionário e um professor — ele que teve a ideia de me chamar pra escrever histórias da TMJ, “prs pôr um toque feminino, já que a personagem título é mulher” — e claro, meu namorado e herói, Marcelo Cassaro, que faz os layouts das histórias que escrevo, divide comigo as dificuldades de fazer um roteiro e tem o mérito de realizar todo o trabalho braçal e mais cansativo da tarefa. Sem eles, nunca teria realizado nem metade do que realizei; que dirá ganhar um prêmio que fosse.

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ASSOMBRADO, projeto autoral de anos, finalmente sendo publicado

Sempre tentei ter fé, mas quando poderia prever todas essas coisas incríveis que já me aconteceram? 

Trabalhar a adolescência da mesma personagem que eu lia na minha infância.

Escrever um dos momentos mais decisivos da história da Turma do Mônica (a edição “Quer Namorar Comigo”, em que Cebola pede a Mônica em namoro — mais de 400 mil exemplares esgotados!)

Graças a essa mocinha dentuça, poder trabalhar com os personagens de Osamu Tezuka (A edição dupla “Ouro Verde”, em que os personagens dos dois mestres se encontram).

 Ser convidada a publicar meu trabalho autoraL, “Assombrado”, atualmente saindo na Ação Magazine, pela Lancaster Editorial.

Viver, de fato, de quadrinhos.

E agora, ganhar um prêmio do qual sempre ouvi falar desde criança.

Tudo isso só me mostrou que John Updike estava certo: “Os sonhos podem tornar-se realidade. Sem essa possibilidade, a natureza não nos incentivaria a tê-los.” Realmente, nada é impossível.

2013 começou melhor do que eu poderia sonhar. Não sei o que o futuro me espera, mas ele sempre me surpreende — e pra melhor.

Se esse é o começo, então esse ano realmente promete!

Por sinal, a entrega do Prêmio é no dia 2/2/2013, no memorial da América Latina, e é aberto ao público. Adoraria ver vocês lá! =D